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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TODAS AS CRIATURAS DE DEUS TEM TRABALHO A REALIZAR



( Conto do sudeste asiático)
Era uma vez dois primos que foram criados juntos. Aprenderam a rastejar e a engatinhar juntos, mais tarde a correr, nadar, jogar bola e tudo o mais que os meninos fazem juntos. Eram amigos leais e devotados.

Porém, com o tempo, foram se distanciando, como acontece até com os bons amigos, ao saírem pela vida. Um deles dedicou-se aos livros, descobriu um certo prazer em aprender e estudou muito, acabando por triunfar nos exames. O outro primo resolveu que os livros não eram lá boa companhia. Faltou muito às aulas, para continuar a nadar e jogar bola; ignorou os deveres e acabou fracassando nos exames.

Como acontece neste mundo, a sorte sorriu ao primeiro, que se tornou conselheiro do próprio Rei. O segundo primo acabou arranjando serviço de remador do navio real.

Um dia, o rei e todos os conselheiros reais embarcaram para uma viagem rio acima. Sentados sob um dossel, na proa do barco, onde a brisa era mais agradável, discutiam negócios de Estado enquanto o barco seguia.

O remador, vendo o primo bem à vontade com a realeza, ficou muito abalado.

_ Olhe só aquele preguiçoso, espichado na sombra, enquanto eu fico aqui moendo os ossos ao sol _ disse para si mesmo, continuando a remar. _ Por que ele tem direito de se sentar lá, e eu não? Afinal nós dois não somos criaturas de Deus  ?

Quanto mais pensava, mais furioso ficava.

_ Olhe só esses palermas inúteis. _ começou a resmungar para um companheiro remador. _ Intitulam-se conselheiros, mas só ficam à toa. Jogando conversa fora. Por que é que nós temos que suar tanto para puxar as carcaças deles contra a corrente?

Eles deviam estar aqui, remando também. Não somos todas criaturas de Deus?

Aquela noite ancoraram para pernoitar. Todos comeram e dormiram logo.

O remador acordou no meio da noite, com uma mão muito firme sacudindo-lhe os ombros. Era o próprio Rei.

_ Há um barulho esquisito vindo daquela direção. _ Disse, apontado para terra._ Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra.

O remador pulou fora do barco e subiu correndo para o alto de um morro. Voltou poucos minutos depois.

_ Não é nada Majestade._ Disse. _ Uma gata acabou de dar à luz uma ninhada de gatinhos barulhentos.

_ Ah sim. Disse o rei. Que tipo de gatinhos?

O remador não tinha olhado para os filhotes. Correu de novo morro acima e voltou.

_ Siameses _ disse.

_ E quantos são os gatinhos? _ Perguntou o Rei.

Isso o remador também não tinha reparado. Voltou lá.

_ Seis gatinhos._ reportou.

_ Quantos machos e quantas fêmeas? _ Perguntou o Rei.

O remador correu para lá mais uma vez.

Três machos e três fêmeas. _ gemeu, já quase sem fôlego.

_ Está  bem _ Disse o Rei. _ Venha comigo.

Foram pé ante pé até a proa do barco e, o rei acordou o primo do remador.

_ Há um barulho esquisito em cima daquele morro _ disse a ele. _ Vá lá e descubra o que é.

O conselheiro do Rei desapareceu na escuridão e voltou pouco depois.

_ É uma ninhada de gatinhos, recém-nascidos, Majestade_ disse.

_ Que tipo de gatinhos? _ Perguntou o rei.

_ Siameses_ respondeu o conselheiro.

_ Quantos?

_ seis.

_ Quantos machos e quantas fêmeas ?

_ Três machos e três fêmeas. A mãe deu à luz dentro de um barril revirado, logo depois de chegarmos. Os gatos pertencem ao Prefeito do vilarejo. Ele espera não ter incomodado Vossa Majestade e, convida-o a escolher um deles, caso a corte precise de algum animalzinho real de estimação.

O rei olhou para o remador e disse-lhe:

_ Eu ouvi seus resmungos, hoje cedo _ disse ele. _ Sim todos somos criaturas de Deus.  Mas todas as criaturas de Deus têm o seu trabalho a executar.

Precisei mandá-lo quatro vezes à praia, para obter as respostas. Meu Conselheiro foi uma vez só. È por isso que ele é meu conselheiro e você fica com os remos do barco.

Texto extraído de: O livro das virtudes II, In pelo mundo afora, pág.177 à 179.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2012

O mundo não vai acabar em dezembro de 2012.  Não há verdade nas previsões atribuídas a um Calendário Maya, segundo as quais uma grande catástrofe terminará o mundo tal como o conhecemos, às vésperas do Natal daquele ano. Mas a “profecia”  chama de certo modo atenção para o tema de fundo, que é a inegável necessidade de uma forte mudança de rumo no atual processo civilizatório.
 
Embora a data não deva ser levada a sério, o ano de 2012 pode ser visto como um indicativo simbólico da verdadeira transição, que é gradual e complexa, demora séculos, e merece ser investigada como tal.  
 
Desde os primeiros tempos do cristianismo, marcar data e hora para o apocalipse tem sido uma atividade constante, tradicional, e em alguns casos economicamente rentável. Marcar hora para o final do mundo vem sendo uma ilusão auto-renovável, e também um modo prático de chamar atenção do público, pelo menos até a chegada da “data fatídica”.  
 
É oportuno esclarecer, desde já, que, embora seja verdade que o calendário Maya antigo terminava em uma data equivalente ao ano 2012 da era cristã, este fato não constituía uma profecia, e que não havia profecias sobre 2012 entre os mayas antigos.
 
Tampouco seria correto exagerarmos a sabedoria da civilização maya, da América Central. A visão do ano de 2012 como momento de alguma súbita transformação mundial resulta das especulações pessoais do pensador José Arguelles, feitas nas últimas décadas do século 20 e possivelmente baseadas em alguns dados astrológicos. Basta investigar as origens do suposto “calendário maya” apontando para 2012, para ver que a única fonte destas supostas informações é Arguelles. Também é fácil perceber que as profecias são de um conteúdo simples e ingênuo.[1]  Depois de fazer uma idealização fantasiosa da cultura maya, Arguelles atribuiu a ela as suas próprias profecias.  Seguidores de Arguelles, seguramente com boas intenções, continuam aprimorando o trabalho de produzir e lançar profecias de curto prazo, imaginativas, mas sem conteúdo durável.   Elas servem no máximo como um alerta geral no sentido de que “algo de importante está acontecendo com nossa civilização”.
 
É verdade que vivemos uma transição mundial complexa e importante.  Ela tem fortes dimensões culturais, políticas, militares, econômicas, ecológicas e espirituais.  É possível que ocorram grandes transformações, inclusive climáticas e geológicas, nos próximos anos e décadas. Podemos dizer que tais transformações já começaram.  No entanto, a marcação de uma data única para acontecimentos extraordinários simplifica o processo indevidamente e tende a colocar os cidadãos na posição de espectadores diante do “espetáculo do fim do mundo”, o que é inteiramente equivocado. 
 
Não há nem pode haver espectadores na atual transição planetária, que é na verdade um despertar em escala global. Os pensamentos e as ações de cada ser humano fazem parte da grande força resultante que determina a qualidade e o modo exato da mudança. Deixando de lado a busca do espetáculo externo, devemos assumir nossas responsabilidades pessoais pela transformação e cultivar a arte de agir corretamente, tanto no plano individual como no plano coletivo.
 
A marcação de uma data precisa e única para o “fim do mundo” ou para qualquer transição mundial súbita resulta da ansiedade pessoal de pessoas desinformadas. A observação isenta da evolução humana confirma a tese da filosofia esotérica: as transições de era ocorrem gradualmente e ao longo de séculos. O tema dos ciclos de evolução merece uma investigação calma e atenta. Para isso, a filosofia teosófica original possui uma vasta literatura de grande valor, algo que todo leitor pode e deve verificar por si mesmo. 
 
Segundo a teosofia, os limites numerológicos entre as eras, assim como o início e o final dos períodos de transição, são dados matemáticos abstratos. Em torno destes limites, desdobra-se uma transição cármica que possui um ritmo próprio. As eras e ciclos são como a escada e o corrimão que sinalizam o caminho e dão o rumo para que a evolução faça a subida até novos patamares de consciência. Escada e corrimão – o plano divino da evolução – dão as condições e o apoio necessários. Mas não predeterminam exatamente de que modo o peregrino, a humanidade, avançará pelos degraus.  Vejamos mais algumas poucas informações a respeito, em sete pontos numerados. 
 
1) Em sua obra “A Doutrina Secreta”, H. P. Blavatsky afirma que os períodos de transição entre uma era e outra correspondem a dez por cento da duração da era. 
 
2) Em outro contexto, H.P.B. escreveu que o início da era de Aquário ocorre no ano de 1900.   A duração da era de Peixes e da era de Aquário é de 2.155 anos, segundo a filosofia esotérica. Calculando os dez por cento, podemos deduzir que há um período de transição de 215 anos e meio entre as duas eras, que deve ser dividido em duas metades, uma anterior e a outra posterior ao ano de 1900.  
 
3) A metade exata de 215 anos e meio fica entre 107 e 108 anos, quase chegando a 108.  O número 107 corresponde a um dos ciclos ocultos mencionados nas “Cartas dos Mahatmas”.  O número 108, por sua vez, é sagrado na Índia.   Há 108 contas no rosário hindu e budista. Há 108 Upanixades.  Atribui-se ao número 108 um significado astronômico ligado à lua.  Os budistas veneram 108 Arhats ou sábios.  O número 108 tem importância especial para a Cabala e a tradição hermética ocidental. [2]
 
4) Retrocedendo 108 anos a partir do ano de 1900, encontramos o ano de 1792. Naquele momento a revolução francesa estava em sua plenitude, e a revolução norte-americana de 1776 havia-se consolidado havia pouco.  A transição para a era de Aquário começa com os ideais libertários e fraternos daquelas duas revoluções, e também, sem dúvida, com o humanismo iluminado do filósofo Immanuel Kant, no mundo germânico.  No Brasil, cabe lembrar, o herói e visionário aquariano da independência nacional, alferes Tiradentes, é morto em 1792. 
 
5) Por outro lado, se somarmos 108 ao ano de 1900, teremos o ano de 2008, um ano em que o despertar da consciência planetária já estava ocorrendo em grande escala. Portanto, do ponto de vista esotérico, a transição foi completamente terminada e estamos em plena era de Aquário. Faltam agora alguns acertos cármicos no plano visível, que podem ser mais ou menos difíceis.[3]
 
6) É certo que não há um “momento único de transição total”. Nem existirá necessariamente uma grande catástrofe súbita. Catástrofes globais não estão descartadas no período que vai até 2025 e também depois da primeira quarta parte do século. Mas a marcação de datas para um suposto “momento único” não desperta nem esclarece pessoa alguma. Apenas cria uma curiosidade ansiosa sobre fatos espetaculares, mas imaginários, e reduz as pessoas à condição de  espectadores passivos.  
 
7) Na verdade, é através da confiança no futuro de longo prazo, e do calmo bom senso, que despertamos para a ação correta no presente.   O momento histórico que vai até 2025 estimula o despertar de cidadãos planetários ativos, capazes de vivenciar um sentimento lúcido de co-responsabilidade pela transição mundial.  A situação atual requer cidadãos dotados de uma visão de longo prazo e construtiva. A nova consciência planetária deve ser realista e capaz de atuar no mundo, mas deve estar ligada à prática do estudo e da contemplação das grandes verdades universais. Esta consciência não pode ser separada do exercício diário do bom senso.   

por:  Carlos Cardoso Aveline
         www.FilosofiaEsoterica.com
O mundo não vai acabar em dezembro de 2012. Não há verdade nas previsões atribuídas a um Calendário Maya, segundo as quais uma grande catástrofe terminará o mundo tal como o conhecemos, às vésperas do Natal daquele ano. Mas a “profecia” chama de certo modo atenção para o tema de fundo, que é a inegável necessidade de uma forte mudança de rumo no atual processo civilizatório.

Embora a data não deva ser levada a sério, o ano de 2012 pode ser visto como um indicativo simbólico da verdadeira transição, que é gradual e complexa, demora séculos, e merece ser investigada como tal.

Desde os primeiros tempos do cristianismo, marcar data e hora para o apocalipse tem sido uma atividade constante, tradicional, e em alguns casos economicamente rentável. Marcar hora para o final do mundo vem sendo uma ilusão auto-renovável, e também um modo prático de chamar atenção do público, pelo menos até a chegada da “data fatídica”.

É oportuno esclarecer, desde já, que, embora seja verdade que o calendário Maya antigo terminava em uma data equivalente ao ano 2012 da era cristã, este fato não constituía uma profecia, e que não havia profecias sobre 2012 entre os mayas antigos.

Tampouco seria correto exagerarmos a sabedoria da civilização maya, da América Central. A visão do ano de 2012 como momento de alguma súbita transformação mundial resulta das especulações pessoais do pensador José Arguelles, feitas nas últimas décadas do século 20 e possivelmente baseadas em alguns dados astrológicos. Basta investigar as origens do suposto “calendário maya” apontando para 2012, para ver que a única fonte destas supostas informações é Arguelles. Também é fácil perceber que as profecias são de um conteúdo simples e ingênuo.[1] Depois de fazer uma idealização fantasiosa da cultura maya, Arguelles atribuiu a ela as suas próprias profecias. Seguidores de Arguelles, seguramente com boas intenções, continuam aprimorando o trabalho de produzir e lançar profecias de curto prazo, imaginativas, mas sem conteúdo durável. Elas servem no máximo como um alerta geral no sentido de que “algo de importante está acontecendo com nossa civilização”.

É verdade que vivemos uma transição mundial complexa e importante. Ela tem fortes dimensões culturais, políticas, militares, econômicas, ecológicas e espirituais. É possível que ocorram grandes transformações, inclusive climáticas e geológicas, nos próximos anos e décadas. Podemos dizer que tais transformações já começaram. No entanto, a marcação de uma data única para acontecimentos extraordinários simplifica o processo indevidamente e tende a colocar os cidadãos na posição de espectadores diante do “espetáculo do fim do mundo”, o que é inteiramente equivocado.

Não há nem pode haver espectadores na atual transição planetária, que é na verdade um despertar em escala global. Os pensamentos e as ações de cada ser humano fazem parte da grande força resultante que determina a qualidade e o modo exato da mudança. Deixando de lado a busca do espetáculo externo, devemos assumir nossas responsabilidades pessoais pela transformação e cultivar a arte de agir corretamente, tanto no plano individual como no plano coletivo.

A marcação de uma data precisa e única para o “fim do mundo” ou para qualquer transição mundial súbita resulta da ansiedade pessoal de pessoas desinformadas. A observação isenta da evolução humana confirma a tese da filosofia esotérica: as transições de era ocorrem gradualmente e ao longo de séculos. O tema dos ciclos de evolução merece uma investigação calma e atenta. Para isso, a filosofia teosófica original possui uma vasta literatura de grande valor, algo que todo leitor pode e deve verificar por si mesmo.

Segundo a teosofia, os limites numerológicos entre as eras, assim como o início e o final dos períodos de transição, são dados matemáticos abstratos. Em torno destes limites, desdobra-se uma transição cármica que possui um ritmo próprio. As eras e ciclos são como a escada e o corrimão que sinalizam o caminho e dão o rumo para que a evolução faça a subida até novos patamares de consciência. Escada e corrimão – o plano divino da evolução – dão as condições e o apoio necessários. Mas não predeterminam exatamente de que modo o peregrino, a humanidade, avançará pelos degraus. Vejamos mais algumas poucas informações a respeito, em sete pontos numerados.

1) Em sua obra “A Doutrina Secreta”, H. P. Blavatsky afirma que os períodos de transição entre uma era e outra correspondem a dez por cento da duração da era.

2) Em outro contexto, H.P.B. escreveu que o início da era de Aquário ocorre no ano de 1900. A duração da era de Peixes e da era de Aquário é de 2.155 anos, segundo a filosofia esotérica. Calculando os dez por cento, podemos deduzir que há um período de transição de 215 anos e meio entre as duas eras, que deve ser dividido em duas metades, uma anterior e a outra posterior ao ano de 1900.

3) A metade exata de 215 anos e meio fica entre 107 e 108 anos, quase chegando a 108. O número 107 corresponde a um dos ciclos ocultos mencionados nas “Cartas dos Mahatmas”. O número 108, por sua vez, é sagrado na Índia. Há 108 contas no rosário hindu e budista. Há 108 Upanixades. Atribui-se ao número 108 um significado astronômico ligado à lua. Os budistas veneram 108 Arhats ou sábios. O número 108 tem importância especial para a Cabala e a tradição hermética ocidental. [2]

4) Retrocedendo 108 anos a partir do ano de 1900, encontramos o ano de 1792. Naquele momento a revolução francesa estava em sua plenitude, e a revolução norte-americana de 1776 havia-se consolidado havia pouco. A transição para a era de Aquário começa com os ideais libertários e fraternos daquelas duas revoluções, e também, sem dúvida, com o humanismo iluminado do filósofo Immanuel Kant, no mundo germânico. No Brasil, cabe lembrar, o herói e visionário aquariano da independência nacional, alferes Tiradentes, é morto em 1792.

5) Por outro lado, se somarmos 108 ao ano de 1900, teremos o ano de 2008, um ano em que o despertar da consciência planetária já estava ocorrendo em grande escala. Portanto, do ponto de vista esotérico, a transição foi completamente terminada e estamos em plena era de Aquário. Faltam agora alguns acertos cármicos no plano visível, que podem ser mais ou menos difíceis.[3]

6) É certo que não há um “momento único de transição total”. Nem existirá necessariamente uma grande catástrofe súbita. Catástrofes globais não estão descartadas no período que vai até 2025 e também depois da primeira quarta parte do século. Mas a marcação de datas para um suposto “momento único” não desperta nem esclarece pessoa alguma. Apenas cria uma curiosidade ansiosa sobre fatos espetaculares, mas imaginários, e reduz as pessoas à condição de espectadores passivos.

7) Na verdade, é através da confiança no futuro de longo prazo, e do calmo bom senso, que despertamos para a ação correta no presente. O momento histórico que vai até 2025 estimula o despertar de cidadãos planetários ativos, capazes de vivenciar um sentimento lúcido de co-responsabilidade pela transição mundial. A situação atual requer cidadãos dotados de uma visão de longo prazo e construtiva. A nova consciência planetária deve ser realista e capaz de atuar no mundo, mas deve estar ligada à prática do estudo e da contemplação das grandes verdades universais. Esta consciência não pode ser separada do exercício diário do bom senso.

por: Carlos Cardoso Aveline
www.FilosofiaEsoterica.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Alinhamento Galáctico

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Alinhamento Galáctico

O alinhamento galáctico em questão é o alinhamento do Sol no Solstício de Inverno de 2012 com o centro da Via Láctea, no Equador galáctico (linha análoga ao Equador terrestre, que divide a nossa galáxia em duas partes). Um alinhamento com estas características apenas acontece uma vez a cada 26 000 anos e coincide com o fim do calendário de Conta Longa dos maias.

A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o nosso Sistema Solar. É uma estrutura em espiral constituída por cerca de duzentos biliões de estrelas e divide-se em seis partes: núcleo, bolbo central, disco, braços espirais, componente esférico e halo.
O núcleo tem a forma de uma esfera achatada e é uma fonte de intensa radiação eletromagnética, provavelmente devido à existência de um buraco negro no seu centro. O disco é a parte mais visível da galáxia e é nesta estrutura que repousam os braços da Via Láctea. As estrelas do disco têm um movimento de translação em volta do núcleo, todas as estrelas que observamos no céu noturno estão localizadas no disco galáctico.

Até 2008 acreditava-se que a Via Láctea possuía 4 braços mas afinal parece que possui apenas dois braços estelares principais: o braço Perseus e o braço Centaurus. Os demais braços foram reclassificados como braços menores ou ramificações. Esses dois braços principais contêm uma enorme concentração de estrelas jovens e brilhantes. Desta forma, a Via Láctea é classificada como sendo uma galáxia espiral e os seus braços estão em movimento rotatório em torno do núcleo, à semelhança de um grande cata-vento. É no braço menor de Órion que está localizado o nosso sistema solar. O Sol – e com ele o sistema solar - efectua uma rotação completa em torno do núcleo a cada 200 milhões de anos, à velocidade de 225 Km/s, estando localizado a cerca de 27 mil anos-luz do centro galáctico.

A Via Láctea descreve como um todo um movimento de rotação (apesar de os seus componentes não se deslocarem à mesma velocidade) e está inserida no chamado Grupo Local de galáxias, que é constituído por cerca de trinta galáxias; as principais são a Via Láctea e a Andrómeda (estas duas galáxias espirais gigantes orbitam um centro de massa comum).

Em termos de mitologia maia, a Via Láctea representa a Grande Mãe Cósmica, a partir da qual toda a vida nasceu e o seu centro representa o útero cósmico. No interior do centro galáctico existe uma nebulosa região escura de pó e nuvens, semelhante a um corredor escuro, conhecido atualmente por Dark Rift e conhecido pelos maias por Xibalba Be ou Caminho Escuro.

Relativamente ao alinhamento há quem defenda que, mais precisamente, o Sol no Solstício de Inverno de 2012 atingirá um determinado ponto no fundo do Dark Rift e parecerá nascer do mesmo, do “Canal de Nascimento Galáctico”. É como se o Sol nascesse de novo do útero cósmico. Para alguns, a constelação de Cygnus é importante neste alinhamento: esta encontra-se localizada no topo do Dark Rift, podendo significar o local do nascimento cósmico.

Este alinhamento pode representar então o Ponto Zero no relógio cósmico, marcando o início de uma nova era evolucionária. Diz-nos que um novo Sol nasce, que um novo ano madruga, que um novo ciclo galáctico começa, que há uma transformação da Terra.
Assim, este alinhamento galáctico pode ser antes descrito como um alinhamento do Sol com o Dark Rift e 2012 indica o ano em que estes estarão alinhados, em conjunto com o fim do ciclo atual de Precessão.

Até porque como o centro galáctico é grande, o Sol também é grande e os movimentos são lentos, um alinhamento entre o Sol e o centro da Via Láctea decorre durante muitos anos e o alinhamento entre o Sol e o Equador galáctico ocorre durante 36 anos. John Major Jenkins promoveu a ideia deste alinhamento cósmico, considerando que este é determinado pela Precessão dos Equinócios. Este movimento altera a posição dos Equinócios e Solstícios em um grau a cada 72,2 anos; a posição destes move-se 360 graus em 26 000 anos, o que significa que se movem 0,01 graus por ano. Por isso este alinhamento ocorre aproximadamente durante 36 anos, entre 1980 e 2016 - Zona de Alinhamento Galáctico.

Além do mais, de acordo com cálculos astronómicos recentes, o meridiano do Solstício coincidiu mais precisamente com o Equador galáctico em 21 de Dezembro de 1997… Deste modo, a ideia do alinhamento do Sol com o Dark Rift parece fazer mais sentido.

Para os defensores da evolução humana cíclica, mais especificamente da evolução da consciência da humanidade, este tempo na nossa galáxia é em torno de 26 000 anos, chegando a afirmar que o sistema solar se movimenta ao redor da Via Láctea em 26 000 anos… Para estes, estamos a chegar ao fim de um ciclo de 26 000 anos e iremos iniciar um novo a partir de 2013. Um dos seus principais argumentos é o de que, segundo os maias, no fim de um ciclo de 26 000 anos a Terra se aproxima do centro da galáxia e este processo cria uma transformação na Terra e na mente das pessoas, pois o Sol e a Terra são bombardeados por raios cósmicos provenientes deste centro galáctico. Defendem que isto está a acontecer atualmente, que estamos num período de transição para uma nova era e que esta transição é um acontecimento cósmico que envolverá todo o nosso sistema solar e Via Láctea.

Em várias culturas ancestrais, o Solstício de Inverno era comemorado: o menor dia do ano, a partir do qual a duração dos dias começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. O Solstício de Inverno de 2012 parece ser uma data com significado especial na cosmologia maia, talvez relacionada com a Precessão dos Equinócios em relação a outros corpos celestes. Esta data pode ser um indicador de uma fase no período de transição entre eras – o processo de nascimento da nova era e o início do novo ciclo de precessão.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ItK06t_muqo

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A GLÂNDULA PINEAL - SENSIBILIDADE DO SER HUMANO



As semelhanças não são apenas estranhas - são exatas. No entanto, isto é visto apenas como uma coincidência, porque no pensamento moderno supõe-se que os egípcios não teriam esse tipo de conhecimento. É óbvio que estamos errados! O Olho de
Hórus também foi dividido em seis componentes básicos, cada um representando um sentido diferente: Olfato, tato, paladar, audição, visão e pensamento. O Tálamo é a parte do cérebro humano que traduz todos os sinais dos nossos sentidos.

Em um passado distante, nossa Glândula Pineal constumava ser o nosso terceiro olho e, mais do que um olho: um receptor cósmico e transmissor de informações multidimensional. A Glândula Pineal atualmente é uma pequena glândula no centro de nosso cérebro, conectada com todos os nossos sentidos e com o resto do nosso corpo. Através dos outros sentidos ela se comunica com o mundo exterior em impulsos elétricos.

Com seu espectro de hormônios ela regula nosso estado de consciência, e.g. acordar, dormir, sonhar, vários estágios de meditação incluindo os estados em que podemos ter experiências místicas. A mente e os sentidos são o caminho para energias ocultas que trabalham através dos vários centros psico-físicas ou chakras, entre os quais o mais alto está a Glândula Pineal. Estes centros estão sempre se desenvolvendo conforme vamos evoluindo espiritualmente.

Assim, enquanto o terceiro olho ou Glândula Pineal possui certas atividades fisiológicas em conjunto com a Glândula Pituitária - juntas elas regulam os rítmos do metabolismo e crescimento - é também o órgão físico da intuição, inspiração, visão espiritual e pensamentos divinos. A Glândula Pituitária é a receptora dos pensamentos e a Glândula Pineal, transmissora de pensamentos.

A Glândula Pineal é a verdadeira chave para a consciência mais alta e divina no homem - ela é onisciente, sua conexão com o mundo espiritual.

Há pequenos fragmentos de cristais (sim, no seu cérebro!) dentro de cada Glândula Pineal e cristais são receptores e canalizadores naturais de energia. Quanto mais luz você armazenar em seu corpo, maior será a sua vibração. Quando maior sua vibração, mais fácil você acaba elevando a energia do seu ambiente e das pessoas ao seu redor.

É hora de despertarmos nossa Glândula Pineal como antigamente: uma antena cósmica

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

QUESTÕES ANATÔMICAS E FILOSÓFICAS DO ESPIRITISMO - PARTE II

PARTE II – QUESTÕES FILOSÓFICAS

1) Diferente dos cristãos católicos e protestantes, que não crêem na reencarnação, mas na ida do espírito deles para o céu ou para o inferno, os cristãos espíritas afirmam que ele não só reencarna para se aperfeiçoar mas também para pagar faltas cometidas em vidas anteriores. Por seu turno, os hindús reencarnacionistas crêem em tudo isso e ainda que, a cada morte e nascimento, galgam um posto acima na escala do complexo sistema de castas em que vivem. Em qualquer dos casos, não deveríamos considerar a vida uma maldição, ao invés do bem mais valioso que possuímos? (Obs.: para muitos reencarnacionistas a vida na Terra é efetivamente um castigo!)
2) Na Índia, de longe o país mais cruel e supersticioso do mundo, vivem no mais abjeto estado de escravidão mais de 300 MILHÕES de infelizes conhecidos como “dalits” ou “intocáveis”, condenados pela maldita lei do carma. Desde crianças aprendem que foram maus em vidas passadas e que por isso não devem se erguer contra as atrocidades perpetradas contra eles por membros de “castas superiores” (surras, estupros, chicoteamentos, queimaduras, apedrejamentos, e humilhações de toda a ordem). Revoltar-se contra tais abusos implica em reencarnar na mesma miserável condição de vida outra vez, passar novamente pelos mesmos tormentos. A morte para os dalits não seria, então, uma bendição? (Obs.: eu particularmente não tenho dúvida que sim!)
3) Estando nós aqui na Terra somente “de passagem”, como afirmam os espíritas em particular (e os religiosos de uma maneira geral), e sendo essa vida uma tribulação necessária ao nosso aperfeiçoamento, não deveríamos receber a morte – mesmo prematura e evitável – com alegria? Não deveríamos festejar com danças e fogos de artifício a partida para outra vida de milhares de crianças que morrem de fome em todos os cantos do mundo diariamente, sobretudo no continente africano? (Obs.: certas religiões orientais celebram a morte de um ente querido soltando foguetes!)
4) Ditadores sanguinários, que promovem guerras de extermínio e genocídios, não deveriam ser venerados como heróis, “agentes reencarnatórios divinos”, uma vez que ajudam muitos indivíduos a partirem para uma vida melhor mais cedo?
5) E as mães, os órfãos e as viúvas desses infelizes que tombam sem vida nos campos de batalha? Não deveriam trocar o lenço com o qual enxugam suas lágrimas por uma taça de champagne?
6) Não deveríamos bendizer as balas assassinas que matam e mutilam milhões de pessoas em conflitos armados todos os dias, bem como a indústria de armamentos que as produzem?
7) E a paz, que além de retardar o processo reencarnatório de muita gente, propicia o nascimento de mais espíritos defeituosos, não deveria ser considerada uma maldição? Do mesmo modo, não deveriam ser considerados inimigos do processo reencarnatório aqueles que salvam vidas, aqueles que detêm a mão do destruidor?
8 ) Auxiliar os famintos e as vítimas da guerra na África, na Ásia, e em outras partes do mundo não seria o mesmo que burlar os desígnios do deus dos reencarnacionistas? Boicotar planos traçados desde toda a eternidade por ele? Tentar mudar sua maneira de conduzir a humanidade? (Obs.: Na Índia é precisamente isso o que pensam os membros das castas superiores daquele que estende a mão para auxiliar um pária dalit. No passado recente, tal infração era punida com a morte certa!)
9) Não deveriam ser consideradas inimigas do deus dos reencarnacionistas a Medicina e a Ciência, que com suas maravilhas e inovações tecnológicas vêm prolongando sobremaneira a vida do ser humano NESSA EXISTÊNCIA, procrastinando sua reencarnação,   e tornando a Natureza menos hostil (Obs.: no passado até máquinas de costura chegaram a ser consideradas engendros do demônio por algumas religiões).
10) Usar tecnologia para conter pestilências, enchentes, tufões, terremotos e outras calamidades que se abatem sobre a humanidade todos os dias, atingindo sobretudo os pobres, não seria contrariar os propósitos do deus dos reencarnacionistas? Mitigar a ação punitiva dos castigos que ele manda? Interferir no processo evolutivo de suas criaturas? Usurpar sua função de Supremo Árbitro do Universo?
11) Recorrendo aos médicos e aos remédios para viver mais, não estaria o reencarnacionista obstaculizando o próprio aperfeiçoamento espiritual? Se o mundo vindouro é melhor, é um estágio mais avançado da sua “jornada cósmica”, por que razão luta ele ferozmente, até o último recurso, para continuar permanecendo nesse planeta desprezível? Por que não deixa as doenças agravarem-se quando está enfermo e ignora os conselhos dos médicos, de modo a partir o quanto antes para a vida melhor? (Obs.: afirma-se que a Madre Maria Teresa de Calcutá era contra os medicamentos, alegando que as doenças eram mandadas por Deus para lapidar a alma)
12) E as preces que os espíritas fazem pedindo ao deus deles para mitigar seus infortúnios, não seriam um insulto a ele? Com elas, não estariam eles tentando chamar a sua atenção e manifestando descontentamento com planos traçados desde toda a eternidade?
13) Considerando que estamos nessa Terra “de passagem” para cumprirmos a lei do carma (quer dizer, redimirmo-nos de faltas cometidas em vidas anteriores e aperfeiçoarmo-nos), não deveríamos ver o nascimento de nossos filhos como uma tragédia, e não como algo maravilhoso? E o namoro, o noivado, o casamento, a família e a maternidade? Não deveriam ser igualmente considerados maldições ao invés de condições de felicidade, uma vez que propiciam o nascimento de novos espíritos estropiados, condenados ao sofrimento? (Obs.: Em algumas regiões remotas da Índia e do continente africano, crianças do sexo feminino ainda são sacrificadas ao nascerem por serem consideradas um castigo para a família!)
14) E o ato sexual, imprescindível à perpetuação da espécie, não deveria ser encarado como um mal e evitado de qualquer maneira, já que é o principal responsável pelo nascimento de espíritos imperfeitos?
15) Não deveríamos odiar nossos pais por nos terem colocado nesse mundo para sofrer? Não deveríamos lutar pela promulgação de uma lei que permitisse os filhos puni-los, processá-los – e até matá-los – caso venham a sofrer por terem nascido? (Obs.: nos países civilizados existem leis severas que punem pais irresponsáveis que sujeitam seus filhos a carências e maltratos!)
16) Se a vida é um castigo (que o digam os dalits!), e não uma bênção, que tal empregarmos métodos melífluos de acabar com ela para reencarnarmos mais cedo? (Obs.: suicídio não vale porque fere a lei do carma, mas podemos expormo-nos a certos perigos letais, contrair males incuráveis e lançar mão de vários outros estratagemas eficazes para abreviar nossa estadia nesse mundo cruel, tais como, por exemplo: fumo, álcool, drogas, esportes radicais, sexo sem proteção etc.)
17) Para quê “cavar masmorras aos vícios”, para quê combater erros durante essa vida QUE TEMOS CERTEZA DE QUE ESTAMOS VIVENDO se podemos deixar para fazer isso em vidas futuras (várias reencarnações), em suaves prestações? Sendo o processo evolutivo inevitável, não seria mais razoável entregarmo-nos NESSA VIDA REAL mais aos prazeres, à ociosidade e, por que não, a certos vícios prazeirosos, embora deletérios?
18) Quando exatamente o espírito inicia o seu ciclo reencarnatório? Já nasce estropiado, cheio de defeitos? Sai do berçário cósmico, das mãos de algum deus, já cometendo faltas (pecados, segundo os cristãos) ou começa a praticá-las quando se apossa pela primeira vez do corpo de um infeliz ?
19) Ao criar espíritos estropiados o deus dos espíritas não estaria dando mostras de que é imperfeito também? Pior do que isso, de que é um monstro injusto, sádico e egoísta? (Obs.: eu já ouvi papagaios religiosos afirmarem, inúmeras vezes, que “somos” criados à imagem e semelhança do deus deles !)
20) Que pensar de um deus que se utiliza do ridículo expediente da reencarnação para aperfeiçoar seus filhos quando poderia dar a eles uma vida mais longa, de modo que em uma única existência pudessem contemplar os resultados do seu progresso, do seu trabalho, e assim serem mais felizes? (Obs.: os espíritas afirmam “cientificamente” que nossa vida é muito curta, e que por isso há a necessidade de se viver de novo!)
21) Se o espírito reencarna várias vezes para se aperfeiçoar, por que não nasce gente já formada em Engenharia, Economia ou Medicina?
22) O que vem fazer no mundo um espírito que se apossa do corpo de uma criança morta e arremessada na vala pela mãe ao nascer? Usou a pobre infeliz para aprender a reencarnar direito, aperfeiçoar-se na arte de selecionar corpos antes de invadi-los?
23) E o espírito que se incuba no corpo de um natimorto? Que aprende ele de útil dentro de um útero escuro e malcheiroso no pouco tempo que viveu? Que bagagem vai levar ele para a vida seguinte?
24) Que tipo de processo de aperfeiçoamento passa um espírito que invade o corpo de uma criança que será estraçalhada por uma jamanta aos 4 anos de idade, ou morta por um selvagem estuprador?
25) O que ocorre com o espírito após o término de sua jornada reencarnatória? Atinge ele o supremo estágio da evolução, que é o da perfeição? Converte-se o último homem no qual se instalou em um semi-deus?
26) Se o espírito é ETERNO, em que lugar vai ele repousar quando não mais tiver necessidade de invadir corpos para aperfeiçoar-se, de viver outras vidas? Vai se encostar ao lado de Deus em algum barranco do Universo? Vai descansar por toda a eternidade em algum paraíso celestial? Vai dar aulas de reforço e aperfeiçoamento a outros espíritos “iniciantes” em alguma universidade cósmica?
27) Se o espírito NÃO É ETERNO, ou seja, o deus dos espíritas dá cabo dele após a conclusão do processo reencarnatório, por que razão o número de seres humanos na Terra cresce ao invés de diminuir, visto que à medida em que fossem se aperfeiçoando, através de sucessivas mortes e nascimentos, deveriam deixar de existir? Por que a humanidade ainda não foi extinta? Estaria o deus dos espíritas criando continuamente novos espíritos, adrede estropiados, para observar o seu progresso e assim preencher o seu tempo ocioso?

Algumas observações antes de terminar
Ainda aos que forem se aventurar a  responder as perguntas acima,  informo que sou colaborador da Fundação Educacional James Randi, sediada nos Estados Unidos, uma organização criada para desmascarar embusteiros e exploradores da credulidade humana.  O milionário James Randi, terror dos médiuns e dos espíritas, e um dos  mais famosos e conceituados magos do mundo, está oferecendo um prêmio no valor de UM MILHÃO DE DOLÁRES a quem for capaz de provar a existência de fenômenos sobrenaturais, de qualquer espécie.  A proposta encontra-se registrada em cartório e o dinheiro está depositado em uma conta no Banco Goldman Sachs, que pode ser consultado em caso de dúvida.
James faz objetos deslocarem-se com a "força do pensamento", mesas e cadeiras erguerem-se sozinhas, automóveis andarem sem piloto, realiza "operações espirituais", faz fantasmas surgirem do nada, e um sem número de outros truques espetaculares. Eis alguns vídeos mostrando ele operando embustes que fizeram muitos bandidos ricos na República da Futebolésia:

Cirurgia espiritual
http://www.youtube.com/watch?v=n5zPG8ho-eg
Entortando uma colher com a força da mente
http://www.youtube.com/watch?v=lT_cz_QNIn4
Movendo objeto com o poder da mente
http://www.youtube.com/watch?v=Ihy_VgvhvCM
James Randi fala desafia os médiuns e oferece um milhão de dólares
http://www.youtube.com/watch?v=UpSDR5OtXnA

By RICARDO VIDAL

QUESTÕES ANATÔMICAS E FILOSÓFICAS DO ESPIRITISMO

PARTE I – QUESTÕES ANATÔMICAS

1) Do ponto de vista anatômico, físiológico, em que parte exatamente do corpo humano ficam alojados o espírito e os seus congêneres (alma, perispírito etc.)? No coração? No cérebro? Nas pernas? No sangue? No corpo inteiro?
2) Seria o espírito DIVISÍVEL ou INDIVISÍVEL? Trata-se ele de um conjunto de elementos separáveis ou de uma entidade una e indestrutível?
3) No caso de o espírito ser DIVISÍVEL e estar presente em cada célula do corpo, como afirmam alguns espíritas, é coerente raciocinarmos que, em caso de perda de algum membro ou órgão (um braço ou um rim, por exemplo), o ser humano perde também parte do seu espírito? (Já vi muitos espíritas admitirem tal possibilidade).
4) Perde parte de seu espírito também o ser humano que resolve doar espontaneamente um rim? E o receptor, recebe parte do espírito do doador e passa a ter elementos de dois espíritos distintos circulando pelo corpo? Contrai ele elementos da personalidade do doador? (Obs.: Imagino o que pode ocorrer se um colono judeu da Cisjordânia receber por transplante um órgão retirado de um militante palestino do Hamas morto em combate !)
5) Quando alguém perde sangue, perde também espírito, considerando a presença deste em todas as células do corpo? Transfusões de sangue implicam em transfusões de espírito, como afirmam alguns líderes religiosos? Perde a mulher parte do espírito quando entra no período menstrual?
6) Está provado que milhões de células do corpo morrem diariamente para dar lugar a outras novas, em um constante processo de renovação. Ocorre o mesmo com o espírito? Renova-se ele constantemente com as células, a todo o momento? Em caso negativo, teria ele então alguma função peristáltica que o faz retirar-se das células prestes a entrarem em deterioração e ocupar novas, conforme vão nascendo?
7) O corpo cresce na passagem da infância para a juventude e encolhe na velhice, período da vida em que o ser humano perde também o vigor e a lucidez. A produção de novas células é insuficiente para repor as que morrem. Ocorre a mesma coisa com o espírito?
8 ) Complementando a questão anterior, há muitos casos em que a velhice faz o ser humano retroceder no tempo, desaprender parte ou tudo o que aprendeu, demenciar, ou voltar a ser criança! Considerando que a dissociação entre o corpo e o espírito só ocorre após a morte do indivíduo, como fica o espírito nesse contexto? Se ele se apossou de um corpo para evoluir, para adquirir experiência, ficar melhor do que era em vidas passadas, que meios ele utiliza para manter a sua integridade no momento (break-even point) em que aquele começa a descer a ladeira da decrepitude? Recuará no processo evolutivo para retomar força e vigor em vidas futuras? Haverá alguma espécie de “retrocesso reencarnatório” temporário?
9) Há inúmeros casos de ex-combatentes que perdem as duas pernas e os dois braços na guerra. Proporcionalmente, esses quatro membros correspondem a mais da metade do corpo humano, em peso e em massa corpórea. Considerando, agora, a DIVISIBILIDADE DO ESPÍRITO, é lícito supor que um mutilado nessa condição perde mais da metade dele?
10) Se uma pessoa perde mais da metade de seus membros e órgãos ao longo da vida, em MUTILAÇÕES NÃO SIMULTÂNEAS, fragmentos de espírito, liberados em cada perda, rumam para alguma sala de espera cósmica especial, onde ficam aguardando o hospedeiro morrer para poderem se recompor com o resto que virá depois?
11) Agora, considerando o espírito como uma entidade INDIVISÍVEL, una e indestrutível, seria razoável supor que a parte que ocupava os membros perdidos do nosso personagem mutilado se recolheu para acomodar-se no restante do corpo que sobrou? Sua casa ficou menor?
12) Gêmeos siameses possuem dois espíritos ou um apenas? Em caso de separação de seus corpos por meio de intervenção cirúrgica, e na probabilidade de haver um só espírito circulando em ambos – e este for INDIVISÍVEL– qual dos dois fica com ele? Como seria a vida daquele que ficou sem espírito? Receberia um novo (0Km) ou viveria “desalmado” até morrer? Por outro lado, se o espírito for DIVISÍVEL, seria ele repartido pela mão divina em duas metades iguais? Seus hospedeiros, já terrivelmente castigados ao nascerem, viveriam o resto de seus dias “amputados espiritualmente”?
13) Admitindo a possibilidade de haver dois espíritos circulando nos corpos dos irmãos siameses, onde começa o domínio de um e acaba o do outro, considerando que os dois possuem vários órgãos internos em comum? (Haja imaginação para responder tais questões!)
14) A maioria dos espíritas crê que o espírito deles é INDIVISÍVEL e aloja-se no cérebro do indivíduo ao nascer. Eu tive a infelicidade de ouvir, certa vez, um espírita, médico, afirmar que a glândula hipófise era a morada da alma! Considerando isso como certo, na hipótese de um dia a Ciência ser bem sucedida no transplante desse órgão –o que é apenas uma questâo de tempo–, receberá o receptor o espírito do doador em sua inteireza? Por exemplo, se um indivíduo com o cérebro corroído por um tumor maligno recebe o cérebro sadio de um doador morto em acidente, recebe de inhapa também o espírito dele? E o espírito original, que morava no órgão doente, morre com ele? Vai procurar outro cérebro onde instalar-se? Partirá para novas reencarnações? Ou tentará expulsar a tapas, socos, tiros, chutes e pontapés o invasor insolente que ameaça apossar-se do corpo que “usou para se aperfeiçoar” desde o dia em que foi gerado?
15) Ainda no que diz respeito ao transplante de cérebro, terá o receptor do órgão os mesmos sentimentos, os mesmos temores, as mesmas alegrias, os mesmos vícios, as mesmas lembranças, o mesmo caráter, o mesmo talento; enfim, a mesma personalidade do seu doador?
16) Por falar em tumores, que vida inteligente está por trás deles, que têm a capacidade de humilhar e derrotar o mais competente dos médicos, de fazer bilhões de dólares virarem pó?
17) Se o sofrimento e a dor fazem parte do processo evolutivo do ser humano, não estariam os médicos espíritas burlando desígnios divinos ao limparem a chaga de um enfermo, ao extraírem o tumor de um doente, ao restituir o dom da visão a um cego, ao devolver a fala a um mudo?
Bem, não vou entrar na questão da clonagem humana – que também um dia será realizada com sucesso (espero estar vivo para ver!) –, pois o assunto é vasto e demasiadamente cansativo para ser tratado aqui. Apenas duas questões gostaria de formular antes de fecharmos essa bateria de perguntas e saltarmos para o campo filosófico do espiritismo, outro pântano cheio de incongruências, de questões irrespondíveis e concepções absurdas:
18) Considerando as inúmeras experiências feitas com gêmeos, desde a infância da Medicina, que revelam a altíssima compatibilidade não só de órgãos, células, mas também de personalidades, se clonarmos não um, mas três seres humanos a partir de uma mesma matriz genética, teremos três pessoas compatíveis, para não dizer idênticas, de corpo e alma?
19) De onde virão os espíritos que se alojarão nos nenês-clones? Aliás, terão espíritos essas criaturas monstruosas fabricadas pelo deus-homem? Se tiverem, serão iguais ou distintos? Será que o deus dos espíritas dará um espírito novinho em folha a cada uma destas crianças artificiais?

By RICARDO VIDAL